Empresas
"estrelam" sites de busca
Uma nova ferramenta de marketing que tem
como principais clientes micro e pequenos empresários acaba
de se tornar o xodó de diversos sites de busca na internet.
Batizada de link patrocinado, já dá as caras em endereços
eletrônicos como Aonde, Cadê?, Google, Miner, Radar
UOL, Radix, Yahoo, Guia Mais e outros.
Funciona da seguinte maneira: primeiro,
a empresa interessada "compra" determinadas palavras em
um buscador on-line. A partir daí, cada vez que alguém
utilizar um daqueles verbetes para fazer suas pesquisas naquele
site, o endereço do anunciante aparecerá no topo da
lista de resultados.
Uma floricultura, por exemplo, pode adquirir
as palavras "flores", "namorada", "rosas",
"margarida", "presente", "amor". Com
isso, toda vez que alguém digitar qualquer uma dessas palavras
no campo de buscas daquele site, o link patrocinado surgirá
automaticamente com destaque.
O conceito pode até ser abstrato,
mas o dinheiro que esse mercado movimenta é bastante concreto.
Nos Estados Unidos, vem sendo o meio de propaganda on-line que mais
cresce desde 2000. No ano passado, esses links movimentaram US$
1,4 bilhão por lá.
No Brasil ainda não há números
fechados sobre a robustez do segmento. O serviço aportou
aqui em outubro passado, pelas mãos do portal Yahoo! (também
proprietário do buscador Cadê?) e já responde
por 10% do faturamento do grupo. Até o final deste ano, a
meta é dobrar esse índice.
A concorrência logo veio. Em janeiro,
a multinacional TeRespondo ancorou no mercado brasileiro investindo
US$ 1 milhão. Por meio de parcerias com sites como AOL, BOL,
IG, UOL e outros, passou a comercializar links.
Dos 2.000 clientes da TeRespondo, 70%
são pequenas e médias empresas, 20% são profissionais
liberais e 10%, grandes firmas. A meta da organização
é chegar a 10 mil clientes até o fim de 2003.
No caso do Yahoo!, a proporção
é semelhante. Dos 180 anunciantes, 160 têm até
médio porte.
A principal diferença entre os
dois sistemas é o método de pagamento. No sistema
TeRespondo, o empreendedor paga no mínimo R$ 0,10 cada vez
que um internauta clicar no link patrocinado.
A companhia só comporta cinco anunciantes
para uma mesma palavra por vez. Com isso, o valor dos cliques pode
subir, como em um leilão, se um sexto concorrente quiser
desbancar alguém e ficar entre os cinco escolhidos para figurar
no topo. Atualmente, as palavras mais caras do sistema são
"hospedagem" (R$ 2,65 por clique) e "flores"
(R$ 2,28).
Metodologias
Há contratos anuais, que custam
cerca de US$ 70 mil, e trimestrais, que saem por valores entre R$
300 e R$ 800 reais/mês, diz o diretor comercial da TeRespondo
no Brasil, Guilherme Stocco.
Já no caso do Yahoo!, o anunciante
paga um valor fixo, a partir de R$ 400 mensais. Os contratos são
de no mínimo três meses.
"Em um primeiro momento, achamos
mais fácil vender cotas de patrocínio fixo, até
os anunciantes se acostumarem", diz o diretor de comércio
eletrônico do Yahoo!, Guilherme Ribemboin. Futuramente, a
empresa deve também cobrar por clique.
Fonte:
Folha de São Paulo
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